SÃO PAULO – O que cada uma das tecnologias de tela fina pode oferecer.
Cristal líquido ou gases, como neônio e xenônio? Seja qual for a matéria-prima, o produto final é uma tela com pouquíssimos centímetros de profundidade. O
LCD (sigla em inglês para Display de Cristal Líquido) e o plasma (tela com substâncias gasosas que agem como lâmpadas) são hoje as mais conhecidas tecnologias para telas planas e finas. Nesse grupo, há quem inclua as TVs DLP (Digital Light Processing), que, apesar de terem pouca profundidade, não chegam a ser presas na parede da sala.Com o avanço das pesquisas, as tecnologias evoluem — e ficam mais próximas. Os monitores de LCD tinham como ponto fraco o tempo de resposta lento. Na prática, isso significava que, durante uma cena, o cenário podia mudar mais rápido que a tela, provocando o efeito de câmera lenta. Hoje a situação mudou. “Em 2003, o tempo de resposta do
LCD era de 18 milissegundos. No ano passado, caiu para 2 milissegundos”, diz Wladimir Benegas, diretor da área de TI da Samsung. Já o plasma, renegado pelos que queriam tela de alta resolução, promete reverter o quadro com modelos 1080p, de resolução 1 920 por 1 080.Para se decidir entre uma e outra tecnologia, não bastam especificações. É imprescindível avaliar a aplicação na qual será usada. Fazendo justamente isso, o Museu do Universo, instalado no interior do Planetário do Rio de Janeiro, optou pelo
LCD. Dentro da área Nave Escolar, três monitores de 40 polegadas, da Samsung, foram colocados lado a lado. Juntos, transmitem um filme de uma viagem pelo universo. “Optamos pelo
LCD por ter uma vida útil maior que os monitores de plasma”, diz Nuno Caminada, responsável pela infra-estrutura do museu.
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